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Fim do controle manual no Google Search: a migração compulsória para o AI Max

O Google Ads bloqueou a criação de novas estruturas legadas e definiu o calendário de migração automática para a arquitetura AI Max. A transição do Google converterá as campanhas mantendo as configurações vigentes. Se a governança da sua conta for deficiente, o impacto no Custo por Aquisição (CAC) será imediato.

O encerramento gradual das configurações manuais na Rede de Pesquisa do Google não é uma surpresa, mas a definição do cronograma de migração compulsória estabelece um prazo crítico para a gestão de tráfego. A partir de setembro, o Google converterá automaticamente campanhas de Correspondência Ampla (em nível de campanha) e Ativos Criados Automaticamente (ACA) para a infraestrutura do AI Max, deixando a transição dos Anúncios Dinâmicos de Pesquisa (DSAs) para fevereiro de 2027.

O calendário ficou assim:

  • 3 de Agosto de 2026: Bloqueio definitivo para criação de novas Correspondências Amplas em nível de campanha e Ativos Criados Automaticamente (ACA).

  • 1 a 30 de Setembro de 2026: Migração compulsória automatizada de campanhas de Correspondência Ampla e ACA ativas para AI Max.

  • Fevereiro de 2027: Migração compulsória dos Anúncios Dinâmicos de Pesquisa (DSAs).

O ponto cego para diretores e gestores de crescimento não está no uso da inteligência artificial em si, mas em confiar que a migração automática feita pela plataforma preservará a eficiência financeira da operação.

Quando o Google realiza a transição mantendo os parâmetros atuais, qualquer vulnerabilidade na arquitetura da conta é amplificada pela automação algorítmica. O AI Max opera com alto grau de autonomia na expansão de inventário. Sem travas rígidas de proteção de marca, como listas granulares de exclusão, alinhamento rigoroso de correspondências negativas e arquitetura de rastreamento sem ruídos, a plataforma tende a buscar volume em detrimento da margem operacional, resultando na oscilação imprevisível do Custo por Aquisição (CAC).

Além disso, a transição impõe uma auditoria técnica de infraestrutura. A descontinuação progressiva de suporte a esses componentes na API do Google Ads exige a revisão imediata de scripts internos, ferramentas de BI e automações desenvolvidas por terceiros para evitar falhas no fluxo de dados da empresa.

À medida que o controle manual de palavras-chave se extingue, a vantagem competitiva das empresas deixa de ser a manipulação de configurações de campanha e passa a ser a maturidade da infraestrutura de dados entregue aos algoritmos.

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